5 vídeos sobre criatividade, inovação e negócios digitais que mudarão sua vida!

As escolas acabam com a criatividade (Ken Robinson): Sir Ken Robinson defende de maneira divertida e profunda a criação de um sistema educacional que estimula (em vez de enfraquecer) a criatividade

Como construir sua confiança criativa (David Kelley): Sua escola ou local de trabalho é dividido entre “criativos” versus pessoas práticas? Certamente, David Kelley sugere, a criatividade não é domínio apenas de um grupo privilegiado. Contando histórias de sua lendária carreira como designer e sobre sua própria vida, ele oferece maneiras de construir a confiança para exercer a criatividade…

 Sobre criatividade e jogos (Tim Brown): Na conferência Serious Play de 2008, o designer Tim Brown fala sobre a poderosa relação entre pensamento criativo e jogos — com muitos exemplos que você pode experimentar em casa (e um que talvez não deveria).

Cinco maneiras de matar os seus sonhos (Bel Pesce): Todos queremos inventar um produto divisor de águas, abrir uma empresa de sucesso, escrever um livro que atinja recordes de venda. Porém, pouquíssimos de nós alcançam esses objetivos. A empresária Bel Pesce desfaz cinco mitos, fáceis de acreditar, que fazem com que os projetos dos seus sonhos nunca se realizem.

Um criador de aplicativos de 12 anos (Thomas Suarez): Muitos meninos de 12 anos adoram jogar videogames — Thomas Suarez aprendeu sozinho a criá-los. Depois de desenvolver aplicativos para o iPhone como “Bustin Jeiber,” um jogo de “Marrete a Toupeira”, ele está agora usando suas habilidades para ajudar outras crianças a se tornarem criadores.

Playlist TED Talk criada por Roberto Coelho Jr.

5 dicas de marketing para Startups e negócios inovadores conquistarem clientes

Todos nós sabemos as dificuldades que existem para se iniciar um novo empreendimento, quanto mais uma Startup e um negócio inovador, pois em ambos os casos, estamos criando um novo produto, um novo mercado ou as duas coisas ao mesmo tempo. Costumamos dizer que nesses casos, temos um time incrível, um produto revolucionário e uma visão grandiosa, no entanto, ninguém, além de nós mesmos, sabemos disso.

Quando falamos de Startups e negócios inovadores, há certas abordagens tradicionais de marketing que não funcionam tão bem. Outra questão a ser considerada é que novos negócios inovadores e Startups, dificilmente possuem orçamentos que permitem divulgar seus serviços em meios de grande audiência, como rádio e televisão, em horário nobre, por exemplo.

São por esses e outros motivos, que novas estratégias precisam ser utilizadas para gerarmos demanda, criarmos mercado e atrairmos clientes. Nesse artigo, trarei 5 dicas de marketing, utilizadas por diversas empresas de sucesso do Vale do Silício e que podem ser utilizadas por Startups e novos negócios inovadores.

Dica 1: Gere demanda, crie mercado e conquiste clientes, antes mesmo de começar a desenvolver seu produto ou abrir sua empresa

Todo cliente segue alguns passos até que uma venda aconteça. Ele precisa conhecer nossa empresa e nosso produto, como seus problemas serão resolvidos, qual diferença ele percebe em relação aos concorrentes, precisa também admirar a nossa proposta de valor e estar convicto de que a compra será a melhor decisão a ser tomada. Cada etapa exige um grande esforço, no entanto, isso está mais fácil hoje.

Antigamente, realizar pesquisas de mercado, informar e encontrar possíveis clientes e criar protótipos para serem testados, custavam muito caro. Hoje, com o advento da Internet, novas tecnologias e do mundo digital, isso ficou muito mais fácil, barato e rápido de se fazer e aprender.

Sendo assim, mesmo antes de lançar seu produto ou criar sua empresa, inicie contato pessoal e virtual com seus futuros clientes.  Crie protótipos e teste sua aceitação. Verifique se o que você está criando, realmente resolverá os problemas dos clientes e se não há ninguém oferecendo algo similar. Vá para a rua!

Quando comercializamos uma inovação, temos de ter em mente que não são todos que a comprarão assim que ela for lançada. Muito pelo contrário. Trata-se de uma minoria. Detectar quem são os possíveis clientes que são visionários e que gostam de novidades, é muito importante, pois são eles que o ajudarão a desenvolver seu produto e serão seus primeiros clientes e defensores. Encontre eles o quando antes.

Dica 2: Use e abuse do marketing digital e de conteúdo

A Internet mudou a forma de se fazer publicidade. Hoje, podemos apresentar nosso produto e nossa empresa para todos no mundo inteiro, gratuitamente ou a custos bem baixos.

Outra estratégia que funciona muito bem é produzir conteúdo gratuito e disponibilizá-lo na Internet. Além de ajudar na comunicação, você aumenta suas chances de aparecer na primeira página de sites de busca, como o Google, sem precisar pagar nada.

Sendo assim, invista tempo para criar um site, um blog, uma página nas principais redes sociais, como Facebook, Google+, Youtube, Linkedin e Instagram e participe em discussões em fóruns relacionados ao seu negócio ou produto.

Compartilhe seu conteúdo em todos esses meios. Se possível, crie vídeos ou playlists no Youtube e divulgue nas redes sociais. Videos e imagens possuem efeitos poderosos.

E não esqueça: utilize ferramentas de medição, como o Google Analytics, por exemplo, para saber se suas estratégias estão realmente funcionando, pois dependendo do seu negócio, uma estratégia pode funcionar melhor do que outra. O mais importante é aprender muito rápido e agir.

Dica 3: O famoso boca-a-boca é fundamental para o sucesso de Startups e negócios inovadores

Como vimos na dica anterior, a produção e compartilhamento de conteúdo gratuito  é uma estratégia que funciona muito bem. Agora imagine se as pessoas criassem um vínculo afetivo e emocional com o que fora compartilhado por você. Certamente, seu produto ou empresa seriam vistos e admirados por milhares ou até milhões de pessoas.

Outra coisa importante é receber retorno das pessoas que estão testando seus protótipos e aprender rápido. Com isso, esses clientes que estão contribuindo com você, perceberão seu real interesse em resolver seus problemas e podem se tornar seus defensores e propagadores fiéis.

Veja abaixo dois exemplos de campanhas virais que ajudaram a divulgar empresas desconhecidas para todo mundo:

https://www.youtube.com/watch?v=zIEIvi2MuEk

https://www.youtube.com/watch?v=VlOxlSOr3_M

Dica 4: Você conhece e usa o marketing de guerrilha?

Essas estratégias possuem esse nome devido ao sucesso obtido pelos vietnamitas quando lutaram contra o poderoso exército americano. Com a falta de recursos, novas táticas criativas e baratas causaram grande dificuldade para que o exército dos Estados Unidos vencessem a guerra do Vietnã.

Sendo assim, o marketing de guerrilha se apoia em formas criativas e baratas e que produzem resultados tão significativos quanto propagandas realizadas durante a final de um campeonato esportivo.

Como sabemos, uma imagem fala mais do que mil palavras e por isso, seguem alguns exemplos de campanhas de marketing de guerrilha para que você possa se inspirar:

 

Dica 5: Comece o quanto antes

Tudo isso que vimos nesse artigo exige muito esforço, dedicação e persistência. Leva tempo para descobrirmos clientes que gostam de novidades. Leva tempo para conversarmos com as pessoas na rua. Leva tempo para criar conteúdo para mídias digitais. Leva tempo desenvolver nosso produto e adaptá-lo ao que estamos escutando em nossas entrevistas e conversas.

Por isso, tenha paciência e comece o mais rápido possível. E não se esqueça: receberemos muitos “não” e poucos “sim”. Mesmo assim, não desista! É isso que definirá o sucesso de suas estratégias de marketing para Startups e negócios inovadores.

Roberto Coelho Jr.

O dono da idéia é quem a executa e não quem a têm

Após 20 anos trabalhando com tecnologia e inovação, ter acompanhado casos ao redor do mundo e ter testemunhado o sucesso de empresas inovadoras, cheguei à conclusão de que uma idéia pertence a quem a executa e não apenas a quem à concebeu.

De forma alguma estou tirando os méritos das pessoas sonhadoras e visionárias. O ponto aqui é: só isso não basta. É necessária uma boa dose de empreendedorismo.

Uma inovação é o resultado da concepção de uma idéia e do sucesso de sua implementação. Tão simples quanto isso. E é por isso que o empreendedorismo é tão importante nesse caso, pois é ele quem permite a implementação da idéia no mundo real.

O conceito de inovação está intimamente ligado a figura dos empreendedores e infelizmente, essa é uma espécie em extinção. Quero deixar claro aqui, que não estou me referindo aos milhões de pessoas que possuem um negócio próprio. Estou me referindo àqueles que se assemelham aos antigos navegadores, como por exemplo, Cristóvão Colombo, Vasco da Gama e Pedro Álvares Cabral.

Estou falando de pessoas que assumem riscos acima da média e estão dispostas a navegarem pelo desconhecido, em busca de um ideal maior. Quando olhamos para o passado, são esses os empreendedores que efetivamente mudaram nossas vidas e o mundo onde vivemos.

Temos muitos exemplos de sucesso em relação à isso no mundo. Por exemplo, a interface gráfica que conhecemos nos computadores atuais, surgiram nos laboratórios da Xerox. A questão é que a Xerox não fazia idéia de como ganhar dinheiro ou implementar essa idéia no mundo real. Coube a Steve Jobs e Bill Gates fazer isso, de forma brilhante, diga-se de passagem.

Um exemplo nacional é o caso da Embraer. Nosso governo já tinha desenvolvido tecnologias aeronáuticas avançadas, contudo, não estávamos explorando esse potencial. Coube a Ozires Silva mostrar na prática como seria possível criarmos uma empresa, que hoje é orgulho dos brasileiros, a Embraer.

Temos inúmeros exemplos mais para citar e talvez abordemos eles em artigos futuros, pois quero voltar ao objeto principal, ou seja, a propriedade de uma idéia.

Se há algo que me incomoda profundamente é pesquisar domínios na Internet e ver que eles já foram registrados por alguém e que ao entrar no site, tudo o que há é uma mensagem de erro, dizendo que o site não existe. Daí me pergunto: se você não vai executar sua idéia, por que não deixa alguém fazê-lo? Ou por quê não procura alguém complementar para tirar a idéia do papel?

Quer contar para todo mundo que teve uma idéia brilhante? Tire ela do papel, vá para rua e faça ela acontecer!

Roberto Coelho Jr.

A hélice tripla da inovação está ultrapassada!

Para quem não conhece, a hélice tripla da inovação (triple hélix) foi desenvolvida por Henry Etzkowitz e Loet Leydesdorff e se baseia na perspectiva da Universidade como indutora das relações com as Empresas (setor produtivo de bens e serviços) e o Governo (setor regulador e fomentador da atividade econômica), visando à produção de novos conhecimentos, a inovação tecnológica e ao desenvolvimento econômico. A inovação é compreendida como resultante de um processo complexo e dinâmico de experiências nas relações entre ciência, tecnologia, pesquisa e desenvolvimento nas universidades, nas empresas e nos governos, em uma espiral de “transições sem fim”.

A figura abaixo resume o que é a hélice tripla da inovação:


Hélice tripla da inovação

Há modelos mais recentes que incluem investidores e os usuários, conforme a figura abaixo:

Hélice tripla da inovação expandida

Na minha visão, esses dois modelos estão totalmente ultrapassados e não refletem a realidade prática.

Ambos os modelos desconsideram dois grupos fundamentais e centrais no modelo, que são os empreendedores e suas Startups, bem como os clientes (usuários que pagam pela inovação).

Segundo um estudo do MIT, 93% da inovação vêm de fora de empresas estabelecidas. É isso mesmo, 93%! E isso têm um motivo: organizações e industrias estabelecidas não correm muitos riscos, algo inerente na inovação. Além disso, bancos privados desejam receber dividendos, o mais rápido possível, ou seja, também não desejam correr muito risco.

Sendo assim, resta para o Governo, Startups e Usuários avançados o privilégio de inovar, pois esses podem correr e assumir mais riscos. Por exemplo, você sabia que grande parte das funcionalidade de um iPhone foram desenvolvidas pelo governo norte-americano? A Apple apenas aprimorou e combinou o que havia sido desenvolvido por orgãos governamentais, como a Darpa (criadora da Internet).

E que tal citarmos o exemplo de algumas Startups de sucesso e que a inovação faz parte de seu DNA: Facebook, WhatsUp, Google, Waze, Instagram, Netflix, Drop Box, entre outras.

Defendo também que empresas estabelecidas passem a considerar a inclusão e implementação do processo de inovação digital em suas corporações, pois caso contrário, continuaremos a ver Startups a acabarem com empresas estabelecidas num piscar de olhos.

Sou a favor de que o Governo, Empresas, Universidades, Investidores, Usuários, Clientes e Startups estejam cada vez mais integrados e unidos pela geração de inovação contínua, investindo especialmente em educação e empreendedorismo, pois essa é uma excelente forma de criarmos novos mercados, gerarmos mais riqueza, distribuirmos a renda de forma mais justa, sem precisarmos de programas puramente sociais não efetivos e permitirá descobrirmos maneiras de sobreviveremos no longo prazo, combatendo a falta de água, comida e condições para nossos filhos e netos viverem.

Roberto Coelho Jr.

Os 7 hábitos de pessoas inovadoras

Até pouco tempo atrás, muitos de nós imaginávamos que inovar era algo para poucos iluminados, como Albert Einstein, Santos Dumont, Thomas Edison, Renato Russo, Steve Jobs, etc.

Como já discutimos em posts anteriores e ao contrário do que algumas pessoas pensam, a definição de inovação é bem simples e alcançável por todos nós: inovação é a transformação de uma idéia em algo útil, aceito e que produz valor.

Se o seu perfil for mais lógico e matemático, talvez prefira a definição no formato abaixo:

Inovação = Criatividade + Implementação + Aceitação + Valor

Sendo assim, basta colocarmos nossas mentes e corpos para funcionar, afinal, segundo o conceito, você não precisa inventar o próximo meio de transporte que nos levará para o espaço ou uma máquina para viajar no tempo. Basta pensar e fazer diferente algo em seu dia-a-dia que as pessoas gostem e que produza um resultado melhor do que antes. Conheço muitos inovadores que melhoram processos na empresa, que criam novos produtos, que combinam elementos para formar algo incrível ou que apenas mudam o caminho para o trabalho e descobrem que podem chegar mais cedo.

Com o objetivo de ajudar-nos a desenvolver cada vez mais nossas habilidades inovadoras, descreverei abaixo 7 hábitos de pessoas inovadoras e que podem ser praticados por todos nós. Tente!

1- Os inovadores questionam: melhor do que saber a resposta ou a solução para algo, é saber a pergunta ou qual é o problema a ser resolvido. Quando uma empresa Indiana foi desafiada a criar uma nova incubadora de baixo custo para bebês, eles decidiram entender qual era realmente o problema. Questionaram médicos, enfermeiras, pais, mães, socorristas, etc. Após analisarem as respostas, perceberam que o problema não era criar uma incubadora de baixo custo e sim criar algo que aquecesse os bebês, permitindo que tivessem mais chances de sobreviver. Isso permitiu que desenvolvessem o produto abaixo que reduziu drasticamente o índice de mortalidade infantil na Índia:

Incubadora

2- Os inovadores observam: Em 1959, um empresário britânico publicou um desafio, prometendo uma boa recompensa para quem o resolvesse: Ele queria um avião que funcionasse apenas com a força de uma pessoa, ou seja, sem turbina e motor por exemplo. Muitos anos se passaram e os melhores cientistas do mundo fracassavam vez após vez e ninguém conseguira produzir tal façanha. Até que Paul MacCready decidiu investir seu tempo. Ele passou a observar o que os outros cientistas estavam fazendo ou fizeram e percebeu algo inusitado: ao falharem, seus colegas levavam cerca de 1 ano para refazerem o avião, ou seja, o aprendizado era muito lento. Paul conseguiu desenvolver um protótipo que o permitia reconstruir o avião no mesmo dia. Conclusão: em seis meses seu avião conseguiu voar por 2 Km e ele ganhou o prêmio.

Avião mecânico

3- Os inovadores exploram: Graças a Cristóvão Colombo e Pedro Álvares Cabral, dentre outros exploradores, que conhecemos o mundo como ele é hoje. Esses personagens históricos foram corajosos e destemidos ao se “jogarem no escuro” literalmente. Explorar significa conhecer e enfrentar o desconhecido, ou seja, sair de nossa zona de conforto. Precisamos conhecer novas coisas e outras verdades.

4- Os inovadores se relacionam com muitas pessoas e colaboram: a criatividade e o poder de execução está intimamente ligado à colaboração. Somos muito mais fortes em grupo! Conversar com pessoas de diferentes localidades, perfis, culturas, idades, etc. nos proporciona uma grande quantidade de informações e opções, que nos permite entender cada vez melhor o mundo real e suas infinitas possibilidades. Um grande exemplo é o de Mark Zuckerberg. Mesmo com um perfil introspectivo, Mark tinha um enorme desejo de conhecer pessoas e se não fossem as interações com seus colegas de Harvard, ele talvez nunca teria a idéia que teve, sem falar na implementação, pois o fundador do Napster foi quem viabilizou a execução do negócio.

Mark

5- Os inovadores criam conexões: o nosso cérebro é como se fosse um jogo de Lego, ou seja, as peças ficam sobre a mesa e nós é quem as combinamos para que algo seja produzido. Quanto mais peças temos, mais combinações diferentes podemos fazer. Por isso da importância de se praticar os hábitos anteriores também. Veja o exemplo de Steve Jobs, que relacionou arte, informática e humanidade. O 99Taxi que relacionou tecnologia com praticidade. E assim por diante. Sendo assim, exercite sua capacidade de combinação. Um exercício que costumo praticar é o de relacionar duas coisas, que a principio, não possuem ligação alguma. Por exemplo: ao pensarmos em um parafuso e uma pizza, quais relações você enxerga? Por exemplo, a pizza é redonda, assim como a cabeça do parafuso. A pizza é vendida em uma embalagem, assim como o parafuso. Viu como é fácil? Tente você também!

6- Os inovadores experimentam: A grande maioria de nós prefere planejar primeiro do que agir. Nos dias em que vivemos, onde o tempo é escasso, manter esse hábito pode ser perigoso. A grande vantagem da experimentação é o aprendizado, que precisa ser rápido (vimos isso no exemplo da construção do avião mecânico, lembra?). Precisamos estar abertos a novas experiências. Basta lembrarmos de Thomas Edison. Foram anos e anos de experiências totalmente distintas até que ele e sua equipe descobrissem um sistema eficaz de iluminação elétrica.

7- Os inovadores falham: exemplos clássicos como o do Post-it da 3M e da massinha de modelar Play-Doh são grandes exemplos de que falhar é uma das melhores formas de inovar. Obviamente que não estou incentivando falhas indiscriminadas, mas sim, as que produzem novos aprendizados e que nos permitem experimentar novas alternativas. Erre e permita que as pessoas errem. Crie um estado mental e um ambiente tolerante à falha, afinal somos todos seres-humanos.

Post-Itplaydoh

Sua empresa é digital? E você?

Recentemente, um dos mais respeitados meios de comunicação para a área de Tecnologia, publicou uma série de dados interessantes e ao mesmo tempo intrigantes e contraditórios em relação às mudanças globais no mundo dos negócios.

O artigo demonstra quais foram as especializações, dentro da área de TI, mais demandas pelos CIOs em 2014.

Na lista temos: desenvolvedores de aplicativos móveis, gerentes de projeto, administradores de banco de dados, analistas de segurança e governança, analistas de help desk e suporte, desenvolvedores web, analistas de big data, analytics e redes. Veja o artigo na íntegra clicando no link a seguir: http://cio.com.br/tecnologia/2014/11/24/dez-profissionais-de-ti-mais-demandados-em-2014.

Ao analisar essa lista, confesso que fiquei preocupado com o futuro da área de TI e especialmente com a continuidade dos negócios das empresas que estão apoiando essa estratégia. Em sua grande maioria, observo posições totalmente operacionais que visam apenas suportar os negócios. Obviamente que precisamos manter a empresa funcionando, mas isso não é mais suficiente para os CIOs, para a área de TI e para o negócio.

E você caro leitor? Está se sentindo incomodado com essas informações? Se você não percebeu nada de errado, é hora de se atualizar sobre inovação e estratégias de negócios digitais. Por quê?

Estudos de uma consultoria respeitada globalmente informam que apenas 13% das empresas listadas entre as mais lucrativas no índice da S&P em 1967, continuavam nela em 2011. Agora o mais interessante: segundo o estudo, em 2020, esse mesmo índice será composto por cerca de 66% de empresas que sequer conhecemos hoje. Não acredita nisso? Posso citar alguns exemplos para reflexão: EasyTax, 99Taxi, Conta Azul, Facebook, Azul, WhatsUp, Evernote, Viber, AirBnb, Uber, Netflix, Amazon, Google, Apple, Microsoft, entre outros.

Todas essas empresas já nasceram digitais ou se transformaram para possuírem essa característica. Ser digital não significa apenas utilizar tecnologia. Empresas digitais são inovadoras, ágeis, flexíveis, aprendem rápido e combinam estrategicamente seus negócios e produtos com a tecnologia, criando modelos de negócios totalmente distintos, acabando com empresas e modelos estabelecidos e alterando todo o mercado.

Tanto a consumerização da tecnologia, quanto a incapacidade da área de TI de ajudar as empresas e executivos a se tornarem digitais, estão provocando alguns fenômenos globais, no mínimo curiosos. Por exemplo, 88% dos CIOs dizem que seus pares na organização já compram serviços de TI sem sua ajuda. O mesmo estudo mostra que 40% do orçamento de TI não está mais na mão do CIO. Consegue perceber as oportunidades, desafios e riscos dessas mudanças?

Fique ligado em nosso blog, pois nos próximos artigos abordarei esses temas, bem como quais são as novas competências e funções exigidas tanto pela área de TI, quanto para as demais áreas das organizações. Procurarei também, prover alguns exemplos de casos de sucesso de negócios digitais e inovadores.

Em busca da Enovação

Em meu último artigo, escrevi acerca de um novo conceito, o qual me apaixono mais a cada dia em que me aprofundo. Trata-se da Enovação.

Apenas para relembrarmos, Enovação é o processo que transforma uma ideia criativa em algo valorizado, amplamente aceito e encantador para as pessoas e organizações.

A partir de hoje, publicarei uma série de artigos para esclarecer melhor do que se trata esse conceito, como ele se associa com a inovação e a experiência dos clientes, quais características podem ser observadas em pessoas e organizações Enovadoras, como podemos gerar, gerenciar e ter sucesso no processo de Enovação, bem como trarei alguns exemplos concretos que observei ou que tomei conhecimento através de minhas pesquisas, leituras e aulas em Stanford, especialmente sobre exemplos do Vale do Silício, que é uma referência mundial em Enovação.

Porém, antes de adentrarmos nessa jornada, gostaria de convidá-los a assistir alguns videos que poderão auxiliar no processo de aprendizado sobre esse tema envolvente.

Clique nos links abaixo, assista, compartilhe e comente!

Como construir sua confiança criativa (David Kelley, Ideo CEO): http://www.ted.com/talks/david_kelley_how_to_build_your_creative_confidence?language=pt-br

Campanha da Wesjet:
https://www.youtube.com/watch?v=zIEIvi2MuEk

Campanha Apple watch:
https://www.youtube.com/watch?v=gCluaJe3lb4

Um grande abraço.

Roberto Coelho Jr.

Enovação

A pedido de alguns colegas, após meu post sobre a palestra que fiz recentemente no Interop Day em Porto Alegre, esclarecerei o que “Enovação” significava, em meu ponto de vista.

Primeiramente, peço desculpas aos professores da lingua portuguesa, pois esta palavra não existe em nosso dicionário e não obedece às regras de radicais e sufixos. Tendo dito isso, já deixo claro que Enovação nada tem que ver com vinho, ok? Como o termo em inglês também não existe, eu o traduzo como DEnnovation (explicarei o motivo mais abaixo).

Ao estudar e experimentar nos últimos dois anos o que inovação significa, cheguei à conclusão que faltava algo, especialmente pela sua relevância para o crescimento das economias globais, teorizado hà muitos anos pelo economista Joseph Schumpeter.

O termo inovação é muito abrangente e não achava justo classificar algumas empresas na mesma categoria que outras, mesmo sabendo que há distinção entre inovação incremental e disruptiva. Adicionalmente, eu também buscava a resposta do motivo pelo qual empresas inovadoras e estabelecidas estarem em dificuldades financeiras ou até já terem saído do mercado.

Estudando diversas definições da palavra inovação, escolhi como minha favorita a versão simplificada, cunhada pelo professor de Stanford, Robert Sutton: inovação é o resultado da criatividade somada à implementação. Há outros autores que especificam um pouco mais o que significa inovação, acrescentando à fórmula do professor Robert, a aceitação do público, o que realmente acho importante, embora entenda que isso está implícito na implementação.

Sendo assim, a definição de inovação seria algo como: o processo que transforma uma ideia criativa em algo valorizado e amplamente aceito. Simples assim.

E aqui é onde reside minha inquietação. Se tomarmos por base esta definição, basicamente estamos colocando empresas como Apple, Coca-Cola, Disney, Lego, Ferrari, Facebook, Starbucks e Google no mesmo cesto que Samsung, Hyundai, My Space, Yahoo, Lenovo, Café do Ponto, Ambev entre outras. Afinal, todas essas empresas praticam ou praticaram a inovação incremental ou disruptiva em seus produtos ou serviços, processos, modelos de negócio etc.

Decidi portanto, pesquisar se havia algo que poderia demonstrar claramente uma característica que diferenciasse esses dois grupos. Basicamente, minha hipótese consiste em afirmar que as empresas mais duráveis e sustentáveis, economicamente falando, são as inovadoras que encantam seus clientes.

Para chegar à essa conclusão, comparei e analisei os mais distintos rankings de empresas globais para identificar padrões entre as empresas mais inovadoras, admiradas, melhores, maiores e mais rentáveis e se elas se sustentavam nos rankings ano após ano.

Embora ainda não tenha finalizado minha pesquisa, já consigo inferir que a grande diferença entre os dois grupos de empresas supracitados está relacionada com a experiência única que algumas delas proporcionam para seus clientes, os encantando ao ponto dos mesmos desejarem voltar e voltar e voltar.

É por isso que cunhei o termo “Enovação” ou DEnnovation (em inglês). O E significa “Encantamento” (DElight em inglês). Sendo assim, de forma simplificada, defino Enovação como o processo que transforma uma ideia criativa em algo valorizado, amplamente aceito e encantador.

Um grande abraço.

Roberto Coelho Jr.

 

Imagine, crie e inove

Em um mundo de constantes mudanças e acirramento da competição, fazer o melhor já não é mais o suficiente. É imperativo fazermos diferente. O livro “A Estratégia do Oceano azul” (Chan Kin, W. and Mauborgne, Renée, 2005) teoriza e exemplifica claramente a importância de evitarmos navegar num oceano vermelho, onde há uma batalha frenética, competitiva e sangrenta. Para isso, se diferenciar é o segredo.

E como podemos nos diferenciar dos concorrentes? As palavras certas para isso são: imaginação, criatividade e inovação.

Alguns países nos tem dado importantes lições acerca destes temas, como a Finlândia, a Coréia do Sul e os Estados Unidos. Basta olhar em sua volta para perceber que você usa algo imaginado, criado e desenvolvido num destes países.

Os passarinhos coloridos e irritados do jogo finlandês Angry Birds da Roxio, os smartphones sul-coreanos da marca Samsung ou mesmo um tablet americano da Apple, são grande exemplos.

A boa notícia é que podemos mudar esse jogo! Sabe por quê? Porque todos podem imaginar, criar e inovar. Isso mesmo! Aquela ideia de que apenas poucos iluminados possuem estas capacidades é um grande mito, de acordo com alguns pesquisadores modernos.

Estes pesquisadores entendem hoje que a imaginação, criatividade e a inovação são características natas, ou seja, que temos dentro de nossos cérebros desde que nascemos. Basta descobrir como usá-las e pronto! Note os exemplos abaixo e diga para si mesmo se você está fazendo sua parte:

Quantas vezes no último mês você mudou o seu relógio de braço? Ou tentou escovar os dentes com sua mão não dominante? Ou mudou a ordem da aplicação dos ingredientes que utiliza durante o banho? Ou utilizou mais do que 4 caminhos e formas diferentes para chegar ao trabalho? Ou leu mais do que um livro ou revista fora de sua área de trabalho ou hobby preferido?

Todos podem inovar

A máxima ainda é válida: uma figura fala mais do que mil palavras…

Inovação

#todospodeminovar

Inspirado nesta foto é que escrevo este artigo de hoje. Foi realmente impactante notar e sentir que sabemos muito pouco e que todo conhecimento que temos é apenas um engodo em relação à nossa autoconfiança.

Perceber que uma criança de 3 anos é tão criativa e inovadora, sem mesmo perceber (e acho que aqui é onde está o segredo), é algo memorável. E quando digo que o segredo é não ter percebido que estava inovando, falo muito sério e com base mitológica ao menos.

Segundo a mitologia grega, os irmãos Epimeteu e Prometeu foram os criadores da vida animal e humana na terra. Primeiro foram criados os animais, cada um com características relevantes para sua sobrevivência, como por exemplo a tartaruga, que recebeu um casco rígido para se proteger de predadores e patas com nadadeiras, para que pudesse se movimentar rápida e agilmente na água. A águia ganhou uma visão muito acurada e poderosa, pois suas presas nem podem imaginar que foram escolhidas como prato principal. A onça ganhou garras afiadas e uma agilidade que muitos atletas gostariam de ter.

Agora a pergunta principal: o que isto têm haver com nós humanos? E mais: o que isso têm haver com criatividade, inovação e o fato de uma criança não ter percebido que inovou? Tudo.

Ao terminar de criar todos os animais, Epimeteu não sabia o que dar para nós humanos e pediu ajuda a seu irmão Prometeu, quem roubou o fogo do deus Hélio e nos deu e ensinou a utilizá-lo. Foi isso o que nós ganhamos e mais nada. Nada de garras poderosas, nada de pernas velozes e nada de casco também.

Por incrível que pareça o “nada” que recebemos é o que realmente fez a diferença sobre o que nos tornamos. Sem nenhuma  característica relevante em nosso corpo e apenas de posse do fogo, tivemos que encontrar formas criativas e inovadoras para sobreviver. O fato de não nascermos com nenhuma vantagem física aparente, face aos animais mais fortes que conhecemos, fez com que desenvolvêssemos nossa inteligência e por conseguinte nossa criatividade e poder de inovação.

Nós humanos, quando pequeninos, somos forçados a utilizar nossa criatividade para sobreviver, pois temos literalmente “nada” e é por isso que mencionei no início que crianças inovam sem mesmo perceber, pois trata-se de um instinto, que ao longo da vida, muitos de nós o enfraquecemos com nosso dia-a-dia agitado e com toda “sabedoria” que achamos ter adquirido.

Há um ditado que diz: A humanidade estaria perdida caso o cavalo tivesse noção da força que tem. Pois bem, será que temos consciência do dom precioso que recebemos? Estamos fazendo bom uso deste dom ou o estamos desperdiçando ao longo de nossas vidas?

Observar as crianças, pode nos dar uma rápida e profunda percepção do que é possível fazermos com nossas habilidades criativas e inovadoras.

#todospodeminovar #tentevocetambem #vocevaisesurpreender

Roberto Coelho Jr.