Os 7 hábitos de pessoas inovadoras

Até pouco tempo atrás, muitos de nós imaginávamos que inovar era algo para poucos iluminados, como Albert Einstein, Santos Dumont, Thomas Edison, Renato Russo, Steve Jobs, etc.

Como já discutimos em posts anteriores e ao contrário do que algumas pessoas pensam, a definição de inovação é bem simples e alcançável por todos nós: inovação é a transformação de uma idéia em algo útil, aceito e que produz valor.

Se o seu perfil for mais lógico e matemático, talvez prefira a definição no formato abaixo:

Inovação = Criatividade + Implementação + Aceitação + Valor

Sendo assim, basta colocarmos nossas mentes e corpos para funcionar, afinal, segundo o conceito, você não precisa inventar o próximo meio de transporte que nos levará para o espaço ou uma máquina para viajar no tempo. Basta pensar e fazer diferente algo em seu dia-a-dia que as pessoas gostem e que produza um resultado melhor do que antes. Conheço muitos inovadores que melhoram processos na empresa, que criam novos produtos, que combinam elementos para formar algo incrível ou que apenas mudam o caminho para o trabalho e descobrem que podem chegar mais cedo.

Com o objetivo de ajudar-nos a desenvolver cada vez mais nossas habilidades inovadoras, descreverei abaixo 7 hábitos de pessoas inovadoras e que podem ser praticados por todos nós. Tente!

1- Os inovadores questionam: melhor do que saber a resposta ou a solução para algo, é saber a pergunta ou qual é o problema a ser resolvido. Quando uma empresa Indiana foi desafiada a criar uma nova incubadora de baixo custo para bebês, eles decidiram entender qual era realmente o problema. Questionaram médicos, enfermeiras, pais, mães, socorristas, etc. Após analisarem as respostas, perceberam que o problema não era criar uma incubadora de baixo custo e sim criar algo que aquecesse os bebês, permitindo que tivessem mais chances de sobreviver. Isso permitiu que desenvolvessem o produto abaixo que reduziu drasticamente o índice de mortalidade infantil na Índia:

Incubadora

2- Os inovadores observam: Em 1959, um empresário britânico publicou um desafio, prometendo uma boa recompensa para quem o resolvesse: Ele queria um avião que funcionasse apenas com a força de uma pessoa, ou seja, sem turbina e motor por exemplo. Muitos anos se passaram e os melhores cientistas do mundo fracassavam vez após vez e ninguém conseguira produzir tal façanha. Até que Paul MacCready decidiu investir seu tempo. Ele passou a observar o que os outros cientistas estavam fazendo ou fizeram e percebeu algo inusitado: ao falharem, seus colegas levavam cerca de 1 ano para refazerem o avião, ou seja, o aprendizado era muito lento. Paul conseguiu desenvolver um protótipo que o permitia reconstruir o avião no mesmo dia. Conclusão: em seis meses seu avião conseguiu voar por 2 Km e ele ganhou o prêmio.

Avião mecânico

3- Os inovadores exploram: Graças a Cristóvão Colombo e Pedro Álvares Cabral, dentre outros exploradores, que conhecemos o mundo como ele é hoje. Esses personagens históricos foram corajosos e destemidos ao se “jogarem no escuro” literalmente. Explorar significa conhecer e enfrentar o desconhecido, ou seja, sair de nossa zona de conforto. Precisamos conhecer novas coisas e outras verdades.

4- Os inovadores se relacionam com muitas pessoas e colaboram: a criatividade e o poder de execução está intimamente ligado à colaboração. Somos muito mais fortes em grupo! Conversar com pessoas de diferentes localidades, perfis, culturas, idades, etc. nos proporciona uma grande quantidade de informações e opções, que nos permite entender cada vez melhor o mundo real e suas infinitas possibilidades. Um grande exemplo é o de Mark Zuckerberg. Mesmo com um perfil introspectivo, Mark tinha um enorme desejo de conhecer pessoas e se não fossem as interações com seus colegas de Harvard, ele talvez nunca teria a idéia que teve, sem falar na implementação, pois o fundador do Napster foi quem viabilizou a execução do negócio.

Mark

5- Os inovadores criam conexões: o nosso cérebro é como se fosse um jogo de Lego, ou seja, as peças ficam sobre a mesa e nós é quem as combinamos para que algo seja produzido. Quanto mais peças temos, mais combinações diferentes podemos fazer. Por isso da importância de se praticar os hábitos anteriores também. Veja o exemplo de Steve Jobs, que relacionou arte, informática e humanidade. O 99Taxi que relacionou tecnologia com praticidade. E assim por diante. Sendo assim, exercite sua capacidade de combinação. Um exercício que costumo praticar é o de relacionar duas coisas, que a principio, não possuem ligação alguma. Por exemplo: ao pensarmos em um parafuso e uma pizza, quais relações você enxerga? Por exemplo, a pizza é redonda, assim como a cabeça do parafuso. A pizza é vendida em uma embalagem, assim como o parafuso. Viu como é fácil? Tente você também!

6- Os inovadores experimentam: A grande maioria de nós prefere planejar primeiro do que agir. Nos dias em que vivemos, onde o tempo é escasso, manter esse hábito pode ser perigoso. A grande vantagem da experimentação é o aprendizado, que precisa ser rápido (vimos isso no exemplo da construção do avião mecânico, lembra?). Precisamos estar abertos a novas experiências. Basta lembrarmos de Thomas Edison. Foram anos e anos de experiências totalmente distintas até que ele e sua equipe descobrissem um sistema eficaz de iluminação elétrica.

7- Os inovadores falham: exemplos clássicos como o do Post-it da 3M e da massinha de modelar Play-Doh são grandes exemplos de que falhar é uma das melhores formas de inovar. Obviamente que não estou incentivando falhas indiscriminadas, mas sim, as que produzem novos aprendizados e que nos permitem experimentar novas alternativas. Erre e permita que as pessoas errem. Crie um estado mental e um ambiente tolerante à falha, afinal somos todos seres-humanos.

Post-Itplaydoh