5 vídeos sobre criatividade, inovação e negócios digitais que mudarão sua vida!

As escolas acabam com a criatividade (Ken Robinson): Sir Ken Robinson defende de maneira divertida e profunda a criação de um sistema educacional que estimula (em vez de enfraquecer) a criatividade

Como construir sua confiança criativa (David Kelley): Sua escola ou local de trabalho é dividido entre “criativos” versus pessoas práticas? Certamente, David Kelley sugere, a criatividade não é domínio apenas de um grupo privilegiado. Contando histórias de sua lendária carreira como designer e sobre sua própria vida, ele oferece maneiras de construir a confiança para exercer a criatividade…

 Sobre criatividade e jogos (Tim Brown): Na conferência Serious Play de 2008, o designer Tim Brown fala sobre a poderosa relação entre pensamento criativo e jogos — com muitos exemplos que você pode experimentar em casa (e um que talvez não deveria).

Cinco maneiras de matar os seus sonhos (Bel Pesce): Todos queremos inventar um produto divisor de águas, abrir uma empresa de sucesso, escrever um livro que atinja recordes de venda. Porém, pouquíssimos de nós alcançam esses objetivos. A empresária Bel Pesce desfaz cinco mitos, fáceis de acreditar, que fazem com que os projetos dos seus sonhos nunca se realizem.

Um criador de aplicativos de 12 anos (Thomas Suarez): Muitos meninos de 12 anos adoram jogar videogames — Thomas Suarez aprendeu sozinho a criá-los. Depois de desenvolver aplicativos para o iPhone como “Bustin Jeiber,” um jogo de “Marrete a Toupeira”, ele está agora usando suas habilidades para ajudar outras crianças a se tornarem criadores.

Playlist TED Talk criada por Roberto Coelho Jr.

A hélice tripla da inovação está ultrapassada!

Para quem não conhece, a hélice tripla da inovação (triple hélix) foi desenvolvida por Henry Etzkowitz e Loet Leydesdorff e se baseia na perspectiva da Universidade como indutora das relações com as Empresas (setor produtivo de bens e serviços) e o Governo (setor regulador e fomentador da atividade econômica), visando à produção de novos conhecimentos, a inovação tecnológica e ao desenvolvimento econômico. A inovação é compreendida como resultante de um processo complexo e dinâmico de experiências nas relações entre ciência, tecnologia, pesquisa e desenvolvimento nas universidades, nas empresas e nos governos, em uma espiral de “transições sem fim”.

A figura abaixo resume o que é a hélice tripla da inovação:


Hélice tripla da inovação

Há modelos mais recentes que incluem investidores e os usuários, conforme a figura abaixo:

Hélice tripla da inovação expandida

Na minha visão, esses dois modelos estão totalmente ultrapassados e não refletem a realidade prática.

Ambos os modelos desconsideram dois grupos fundamentais e centrais no modelo, que são os empreendedores e suas Startups, bem como os clientes (usuários que pagam pela inovação).

Segundo um estudo do MIT, 93% da inovação vêm de fora de empresas estabelecidas. É isso mesmo, 93%! E isso têm um motivo: organizações e industrias estabelecidas não correm muitos riscos, algo inerente na inovação. Além disso, bancos privados desejam receber dividendos, o mais rápido possível, ou seja, também não desejam correr muito risco.

Sendo assim, resta para o Governo, Startups e Usuários avançados o privilégio de inovar, pois esses podem correr e assumir mais riscos. Por exemplo, você sabia que grande parte das funcionalidade de um iPhone foram desenvolvidas pelo governo norte-americano? A Apple apenas aprimorou e combinou o que havia sido desenvolvido por orgãos governamentais, como a Darpa (criadora da Internet).

E que tal citarmos o exemplo de algumas Startups de sucesso e que a inovação faz parte de seu DNA: Facebook, WhatsUp, Google, Waze, Instagram, Netflix, Drop Box, entre outras.

Defendo também que empresas estabelecidas passem a considerar a inclusão e implementação do processo de inovação digital em suas corporações, pois caso contrário, continuaremos a ver Startups a acabarem com empresas estabelecidas num piscar de olhos.

Sou a favor de que o Governo, Empresas, Universidades, Investidores, Usuários, Clientes e Startups estejam cada vez mais integrados e unidos pela geração de inovação contínua, investindo especialmente em educação e empreendedorismo, pois essa é uma excelente forma de criarmos novos mercados, gerarmos mais riqueza, distribuirmos a renda de forma mais justa, sem precisarmos de programas puramente sociais não efetivos e permitirá descobrirmos maneiras de sobreviveremos no longo prazo, combatendo a falta de água, comida e condições para nossos filhos e netos viverem.

Roberto Coelho Jr.

Os 7 hábitos de pessoas inovadoras

Até pouco tempo atrás, muitos de nós imaginávamos que inovar era algo para poucos iluminados, como Albert Einstein, Santos Dumont, Thomas Edison, Renato Russo, Steve Jobs, etc.

Como já discutimos em posts anteriores e ao contrário do que algumas pessoas pensam, a definição de inovação é bem simples e alcançável por todos nós: inovação é a transformação de uma idéia em algo útil, aceito e que produz valor.

Se o seu perfil for mais lógico e matemático, talvez prefira a definição no formato abaixo:

Inovação = Criatividade + Implementação + Aceitação + Valor

Sendo assim, basta colocarmos nossas mentes e corpos para funcionar, afinal, segundo o conceito, você não precisa inventar o próximo meio de transporte que nos levará para o espaço ou uma máquina para viajar no tempo. Basta pensar e fazer diferente algo em seu dia-a-dia que as pessoas gostem e que produza um resultado melhor do que antes. Conheço muitos inovadores que melhoram processos na empresa, que criam novos produtos, que combinam elementos para formar algo incrível ou que apenas mudam o caminho para o trabalho e descobrem que podem chegar mais cedo.

Com o objetivo de ajudar-nos a desenvolver cada vez mais nossas habilidades inovadoras, descreverei abaixo 7 hábitos de pessoas inovadoras e que podem ser praticados por todos nós. Tente!

1- Os inovadores questionam: melhor do que saber a resposta ou a solução para algo, é saber a pergunta ou qual é o problema a ser resolvido. Quando uma empresa Indiana foi desafiada a criar uma nova incubadora de baixo custo para bebês, eles decidiram entender qual era realmente o problema. Questionaram médicos, enfermeiras, pais, mães, socorristas, etc. Após analisarem as respostas, perceberam que o problema não era criar uma incubadora de baixo custo e sim criar algo que aquecesse os bebês, permitindo que tivessem mais chances de sobreviver. Isso permitiu que desenvolvessem o produto abaixo que reduziu drasticamente o índice de mortalidade infantil na Índia:

Incubadora

2- Os inovadores observam: Em 1959, um empresário britânico publicou um desafio, prometendo uma boa recompensa para quem o resolvesse: Ele queria um avião que funcionasse apenas com a força de uma pessoa, ou seja, sem turbina e motor por exemplo. Muitos anos se passaram e os melhores cientistas do mundo fracassavam vez após vez e ninguém conseguira produzir tal façanha. Até que Paul MacCready decidiu investir seu tempo. Ele passou a observar o que os outros cientistas estavam fazendo ou fizeram e percebeu algo inusitado: ao falharem, seus colegas levavam cerca de 1 ano para refazerem o avião, ou seja, o aprendizado era muito lento. Paul conseguiu desenvolver um protótipo que o permitia reconstruir o avião no mesmo dia. Conclusão: em seis meses seu avião conseguiu voar por 2 Km e ele ganhou o prêmio.

Avião mecânico

3- Os inovadores exploram: Graças a Cristóvão Colombo e Pedro Álvares Cabral, dentre outros exploradores, que conhecemos o mundo como ele é hoje. Esses personagens históricos foram corajosos e destemidos ao se “jogarem no escuro” literalmente. Explorar significa conhecer e enfrentar o desconhecido, ou seja, sair de nossa zona de conforto. Precisamos conhecer novas coisas e outras verdades.

4- Os inovadores se relacionam com muitas pessoas e colaboram: a criatividade e o poder de execução está intimamente ligado à colaboração. Somos muito mais fortes em grupo! Conversar com pessoas de diferentes localidades, perfis, culturas, idades, etc. nos proporciona uma grande quantidade de informações e opções, que nos permite entender cada vez melhor o mundo real e suas infinitas possibilidades. Um grande exemplo é o de Mark Zuckerberg. Mesmo com um perfil introspectivo, Mark tinha um enorme desejo de conhecer pessoas e se não fossem as interações com seus colegas de Harvard, ele talvez nunca teria a idéia que teve, sem falar na implementação, pois o fundador do Napster foi quem viabilizou a execução do negócio.

Mark

5- Os inovadores criam conexões: o nosso cérebro é como se fosse um jogo de Lego, ou seja, as peças ficam sobre a mesa e nós é quem as combinamos para que algo seja produzido. Quanto mais peças temos, mais combinações diferentes podemos fazer. Por isso da importância de se praticar os hábitos anteriores também. Veja o exemplo de Steve Jobs, que relacionou arte, informática e humanidade. O 99Taxi que relacionou tecnologia com praticidade. E assim por diante. Sendo assim, exercite sua capacidade de combinação. Um exercício que costumo praticar é o de relacionar duas coisas, que a principio, não possuem ligação alguma. Por exemplo: ao pensarmos em um parafuso e uma pizza, quais relações você enxerga? Por exemplo, a pizza é redonda, assim como a cabeça do parafuso. A pizza é vendida em uma embalagem, assim como o parafuso. Viu como é fácil? Tente você também!

6- Os inovadores experimentam: A grande maioria de nós prefere planejar primeiro do que agir. Nos dias em que vivemos, onde o tempo é escasso, manter esse hábito pode ser perigoso. A grande vantagem da experimentação é o aprendizado, que precisa ser rápido (vimos isso no exemplo da construção do avião mecânico, lembra?). Precisamos estar abertos a novas experiências. Basta lembrarmos de Thomas Edison. Foram anos e anos de experiências totalmente distintas até que ele e sua equipe descobrissem um sistema eficaz de iluminação elétrica.

7- Os inovadores falham: exemplos clássicos como o do Post-it da 3M e da massinha de modelar Play-Doh são grandes exemplos de que falhar é uma das melhores formas de inovar. Obviamente que não estou incentivando falhas indiscriminadas, mas sim, as que produzem novos aprendizados e que nos permitem experimentar novas alternativas. Erre e permita que as pessoas errem. Crie um estado mental e um ambiente tolerante à falha, afinal somos todos seres-humanos.

Post-Itplaydoh

Sua empresa é digital? E você?

Recentemente, um dos mais respeitados meios de comunicação para a área de Tecnologia, publicou uma série de dados interessantes e ao mesmo tempo intrigantes e contraditórios em relação às mudanças globais no mundo dos negócios.

O artigo demonstra quais foram as especializações, dentro da área de TI, mais demandas pelos CIOs em 2014.

Na lista temos: desenvolvedores de aplicativos móveis, gerentes de projeto, administradores de banco de dados, analistas de segurança e governança, analistas de help desk e suporte, desenvolvedores web, analistas de big data, analytics e redes. Veja o artigo na íntegra clicando no link a seguir: http://cio.com.br/tecnologia/2014/11/24/dez-profissionais-de-ti-mais-demandados-em-2014.

Ao analisar essa lista, confesso que fiquei preocupado com o futuro da área de TI e especialmente com a continuidade dos negócios das empresas que estão apoiando essa estratégia. Em sua grande maioria, observo posições totalmente operacionais que visam apenas suportar os negócios. Obviamente que precisamos manter a empresa funcionando, mas isso não é mais suficiente para os CIOs, para a área de TI e para o negócio.

E você caro leitor? Está se sentindo incomodado com essas informações? Se você não percebeu nada de errado, é hora de se atualizar sobre inovação e estratégias de negócios digitais. Por quê?

Estudos de uma consultoria respeitada globalmente informam que apenas 13% das empresas listadas entre as mais lucrativas no índice da S&P em 1967, continuavam nela em 2011. Agora o mais interessante: segundo o estudo, em 2020, esse mesmo índice será composto por cerca de 66% de empresas que sequer conhecemos hoje. Não acredita nisso? Posso citar alguns exemplos para reflexão: EasyTax, 99Taxi, Conta Azul, Facebook, Azul, WhatsUp, Evernote, Viber, AirBnb, Uber, Netflix, Amazon, Google, Apple, Microsoft, entre outros.

Todas essas empresas já nasceram digitais ou se transformaram para possuírem essa característica. Ser digital não significa apenas utilizar tecnologia. Empresas digitais são inovadoras, ágeis, flexíveis, aprendem rápido e combinam estrategicamente seus negócios e produtos com a tecnologia, criando modelos de negócios totalmente distintos, acabando com empresas e modelos estabelecidos e alterando todo o mercado.

Tanto a consumerização da tecnologia, quanto a incapacidade da área de TI de ajudar as empresas e executivos a se tornarem digitais, estão provocando alguns fenômenos globais, no mínimo curiosos. Por exemplo, 88% dos CIOs dizem que seus pares na organização já compram serviços de TI sem sua ajuda. O mesmo estudo mostra que 40% do orçamento de TI não está mais na mão do CIO. Consegue perceber as oportunidades, desafios e riscos dessas mudanças?

Fique ligado em nosso blog, pois nos próximos artigos abordarei esses temas, bem como quais são as novas competências e funções exigidas tanto pela área de TI, quanto para as demais áreas das organizações. Procurarei também, prover alguns exemplos de casos de sucesso de negócios digitais e inovadores.

Em busca da Enovação

Em meu último artigo, escrevi acerca de um novo conceito, o qual me apaixono mais a cada dia em que me aprofundo. Trata-se da Enovação.

Apenas para relembrarmos, Enovação é o processo que transforma uma ideia criativa em algo valorizado, amplamente aceito e encantador para as pessoas e organizações.

A partir de hoje, publicarei uma série de artigos para esclarecer melhor do que se trata esse conceito, como ele se associa com a inovação e a experiência dos clientes, quais características podem ser observadas em pessoas e organizações Enovadoras, como podemos gerar, gerenciar e ter sucesso no processo de Enovação, bem como trarei alguns exemplos concretos que observei ou que tomei conhecimento através de minhas pesquisas, leituras e aulas em Stanford, especialmente sobre exemplos do Vale do Silício, que é uma referência mundial em Enovação.

Porém, antes de adentrarmos nessa jornada, gostaria de convidá-los a assistir alguns videos que poderão auxiliar no processo de aprendizado sobre esse tema envolvente.

Clique nos links abaixo, assista, compartilhe e comente!

Como construir sua confiança criativa (David Kelley, Ideo CEO): http://www.ted.com/talks/david_kelley_how_to_build_your_creative_confidence?language=pt-br

Campanha da Wesjet:
https://www.youtube.com/watch?v=zIEIvi2MuEk

Campanha Apple watch:
https://www.youtube.com/watch?v=gCluaJe3lb4

Um grande abraço.

Roberto Coelho Jr.