O dono da idéia é quem a executa e não quem a têm

Após 20 anos trabalhando com tecnologia e inovação, ter acompanhado casos ao redor do mundo e ter testemunhado o sucesso de empresas inovadoras, cheguei à conclusão de que uma idéia pertence a quem a executa e não apenas a quem à concebeu.

De forma alguma estou tirando os méritos das pessoas sonhadoras e visionárias. O ponto aqui é: só isso não basta. É necessária uma boa dose de empreendedorismo.

Uma inovação é o resultado da concepção de uma idéia e do sucesso de sua implementação. Tão simples quanto isso. E é por isso que o empreendedorismo é tão importante nesse caso, pois é ele quem permite a implementação da idéia no mundo real.

O conceito de inovação está intimamente ligado a figura dos empreendedores e infelizmente, essa é uma espécie em extinção. Quero deixar claro aqui, que não estou me referindo aos milhões de pessoas que possuem um negócio próprio. Estou me referindo àqueles que se assemelham aos antigos navegadores, como por exemplo, Cristóvão Colombo, Vasco da Gama e Pedro Álvares Cabral.

Estou falando de pessoas que assumem riscos acima da média e estão dispostas a navegarem pelo desconhecido, em busca de um ideal maior. Quando olhamos para o passado, são esses os empreendedores que efetivamente mudaram nossas vidas e o mundo onde vivemos.

Temos muitos exemplos de sucesso em relação à isso no mundo. Por exemplo, a interface gráfica que conhecemos nos computadores atuais, surgiram nos laboratórios da Xerox. A questão é que a Xerox não fazia idéia de como ganhar dinheiro ou implementar essa idéia no mundo real. Coube a Steve Jobs e Bill Gates fazer isso, de forma brilhante, diga-se de passagem.

Um exemplo nacional é o caso da Embraer. Nosso governo já tinha desenvolvido tecnologias aeronáuticas avançadas, contudo, não estávamos explorando esse potencial. Coube a Ozires Silva mostrar na prática como seria possível criarmos uma empresa, que hoje é orgulho dos brasileiros, a Embraer.

Temos inúmeros exemplos mais para citar e talvez abordemos eles em artigos futuros, pois quero voltar ao objeto principal, ou seja, a propriedade de uma idéia.

Se há algo que me incomoda profundamente é pesquisar domínios na Internet e ver que eles já foram registrados por alguém e que ao entrar no site, tudo o que há é uma mensagem de erro, dizendo que o site não existe. Daí me pergunto: se você não vai executar sua idéia, por que não deixa alguém fazê-lo? Ou por quê não procura alguém complementar para tirar a idéia do papel?

Quer contar para todo mundo que teve uma idéia brilhante? Tire ela do papel, vá para rua e faça ela acontecer!

Roberto Coelho Jr.

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